Vereadores aprovam em primeira votação crédito suplementar para o Executivo
waldyr27/09/2016
Na sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (27), os vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 040/2016, de autoria do Poder Executivo Municipal, que dispõe sobre a abertura de crédito adicional suplementar, até o limite de 9,15% ao orçamento vigente. Este percentual corresponde ao valor de R$ 95.617.500,00.
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Na justificativa da proposição, o prefeito Valmir Mariano informa que o crédito adicional será utilizado para custear despesas com pessoal e encargos sociais, “absolutamente imprescindíveis no presente momento”.O projeto foi aprovado por votos favoráveis de Bruno Soares (PSD), Euzébio Rodrigues (PT), Irmã Luzinete (PV), Israel Miquinha (PT), Ivanaldo Braz (PSDB), João do Feijão (PV), José Pavão (PSDB) e Marcelo Parcerinho (PSC), e três contrários de Charles Borges (Pros), Eliene Soares (PMDB) e José Arenes (PT).Apreciação
A proposição tramitou pelas comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamento, que emitiram parecer conjunto favorável à aprovação. O relator, Euzébio Rodrigues, explicou que os créditos suplementares são autorizações de despesas utilizadas nas situações em que os valores permitidos na lei orçamentária são insuficientes para atender a todas as despesas. Sua abertura depende da existência de recursos disponíveis e uma de suas fontes é a transferência de recursos entre as pastas do governo.“O orçamento é uma peça fictícia, na qual estima-se uma receita baseada no que foi arrecadado nos anos anteriores e fixa-se as despesas. Mas é comum que os governos façam projeções da estimativa de receita maiores. Depois, diante da necessidade, pedem autorização para fazer o remanejamento, a fim de cobrir os gastos. Esse projeto faz remanejamento de uma secretaria para outra. Um dos principais objetivos é cobrir a folha de pagamento. Não há irregularidades na peça. É natural fazer esse tipo de remanejamento. O que não pode é o Executivo fazer isso sem a aprovação desta Casa, como determina a legislação”, explicou Euzébio Rodrigues.
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Charles Borges se queixou da falta de tempo para analisar o projeto. “Gostaria de ter um tempo maior pra avaliar. Mas, como tramitou em regime de urgência, perdemos a oportunidade de ter uma discussão bem ampla. É muito dinheiro tirado de um setor para que possa ser remanejado, sem nexo nenhum, sem explicação”.
José Arenes também achou o prazo de trâmite do projeto insuficiente. “Tivemos um tempo muito curto para detalhar essa matéria, tanto para nós quanto para a sociedade”.
No entendimento de Eliene Soares, o remanejamento vai prejudicar as secretarias de onde as verbas sairão. “Quantos municípios por aí a fora não têm esse montante de R$ 95.617.500,00 como orçamento? E ainda dizem que Parauapebas está em crise. Estão tirando recursos importantes da educação e da saúde. Será que a folha de pagamento não foi planejada? Vai ter que sacrificar os fundos da saúde e da educação?”.
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O líder do governo na Câmara, Bruno Soares, defendeu a suplementação, alegando que houve queda na arrecadação e que o crédito adicional garantirá benefícios para os servidores. “Desde o início de 2015 que nossa região vem sofrendo um golpe com a redução da cota do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Isso está impactando diretamente no orçamento. Esse remanejamento se faz necessário para o funcionamento pleno das secretarias essenciais, para garantir o auxilio alimentação e demais vantagens”.AprovaçãoO Projeto de Lei nº 040/2016 foi aprovado em primeira discussão e passará pela segunda votação na próxima sexta-feira (30), em sessão extraordinária, a partir das 9 horas da manhã.Texto: Nayara Cristina / Revisão: Waldyr Silva / Ascomleg / Fotos: Coletivo 2.8