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Câmara aprova moção de apoio a trabalhadores do açaí e destaca potencial sustentável do setor

Josiane17/03/2026

Um dos símbolos mais fortes da economia amazônica esteve no centro dos debates da sessão ordinária desta terça-feira (17) na Câmara Municipal de Parauapebas. Os vereadores aprovaram a Moção nº 10/2026, que manifesta apoio à Associação dos Batedores e Vendedores de Açaí de Parauapebas, reconhecendo a importância da entidade na defesa da cadeia produtiva do açaí e na busca por soluções sustentáveis

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De autoria do vereador Leandro do Chiquito (Solidariedade), a moção destaca o papel econômico do açaí na cidade, especialmente na geração de renda para pequenos empreendedores, batedores e comerciantes locais. Ao mesmo tempo, chama atenção para um problema crescente: a destinação inadequada dos caroços do fruto, que representam até 90% do seu volume.
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Vereador Leandro do Chiquito
Segundo o documento, a ausência de políticas públicas estruturadas para o manejo desses resíduos tem causado impactos diretos na limpeza urbana, como acúmulo de material em vias públicas, obstrução de canais de drenagem e riscos à saúde, com possível proliferação de vetores. Além disso, a situação acaba penalizando os próprios trabalhadores do setor, que enfrentam custos adicionais e até sanções.
A moção reforça que o caroço do açaí não deve ser tratado como lixo, mas como matéria-prima com potencial econômico. Experiências já consolidadas na região amazônica demonstram que o resíduo pode ser reaproveitado como biomassa para geração de energia, insumo para a construção civil, adubo agrícola e até matéria-prima para soluções inovadoras dentro da chamada economia circular.
O texto também se baseia em legislações como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e incentiva práticas como a logística reversa.
Entre as propostas defendidas pela associação e destacadas na moção estão a criação de um sistema municipal de coleta seletiva de caroços de açaí, a implantação de um programa de logística reversa e a formação de parcerias público-privadas para o aproveitamento da biomassa. A realização de audiências públicas também é sugerida como forma de envolver diferentes setores, como universidades, órgãos ambientais e a própria categoria.
Ao aprovar a moção, o Legislativo municipal sinaliza apoio a uma agenda que une desenvolvimento econômico e sustentabilidade. A iniciativa reforça a possibilidade de transformar um passivo ambiental em oportunidade, fortalecendo a economia local e promovendo soluções inovadoras alinhadas à realidade amazônica.
Texto: Josiane Quintino (AscomLeg 2026)