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Vereadora Eliene Soares propõe readequação salarial de diretores de escola para 200 horas

waldyr20/03/2022

Ao apresentar a Indicação nº 51/2022 na sessão ordinária da última terça-feira (15), a vereadora Eliene Soares (MDB) sugeriu que o governo municipal elabore e envie à Câmara projeto de readequação salarial para 200 horas dos educadores que ocupam cargos de diretor de escola, vice-diretor e coordenador de apoio pedagógico.

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Segundo a parlamentar, os professores concursados da rede pública municipal que atualmente ocupam cargos de diretor escolar, vice-diretor e coordenador de apoio pedagógico estão com perdas salariais consideráveis que podem chegar a R$ 3 mil. “Quem vai trocar a sala de aula com 200 horas e todos os benefícios a ela atrelados para assumir a gestão de escolas complexas e ganhando menos para isso?”, indaga.
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Eliene Soares explica que com o processo de valorização dos educadores pelo governo municipal, reconhecendo direitos e benefícios como a hora-atividade, além da gratificação por escolaridade, o salário do professor da rede pública de Parauapebas deu um salto olímpico, causando debandada das direções das escolas, com muitos diretores querendo entregar o cargo para gozar dos benefícios pecuniários de estar na sala de aula.
A vereadora revela que educadores do concurso de 1994 com especialização em educação inclusiva recebem, em sala de aula, cerca de R$ 12 mil em valor bruto, sem contar com o vale-alimentação. Ao ocuparem cargo de direção, eles veem esse valor diminuir.
“A mesma concepção vale para os professores efetivos que ocupam cargos de coordenação na Semed. Estes têm perdas ainda maiores, uma vez que o vencimento básico é limitado a R$ 7.570 para coordenador 1 e a R$ 6.308 para coordenador 2. Logo, um professor concursado, mas ocupando cargo de coordenação, pode ter perdas de até R$ 3 mil, a depender do ano de concurso e dos benefícios de que gozaria se estivesse em docência”, lamenta a legisladora.
Diante do exposto, a vereadora pede que a Prefeitura de Parauapebas providencie a readequação salarial para 200 horas dos educadores efetivos que ocupam cargos de diretor escolar, vice-diretor e coordenador de apoio pedagógico, que atualmente recebem menos do que se estivessem em sala de aula.
A proposição foi lida em plenário, aprovada por unanimidade e encaminhada para passar por análise do governo municipal.
Texto: Waldyr Silva / Fotos: Felipe Borges / AscomLeg2022